terça-feira, 10 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
domingo, 8 de abril de 2018
Portugal Desconhecido no Canal História
O
que têm em comum a tempura japonesa e o chá inglês? O ukelele havaiano e o
calçadão de Ipanema? A que se dedicavam as marcas Edfor ou Sado? Onde se produz
o vinho dos mortos e onde foi construído um hotel radioativo? A resposta a cada
uma destas perguntas tem Portugal como protagonista. Portugal Desconhecido é
uma produção original de História. Este documentário especial, composto por 24
histórias curiosas, mostra lugares surpreendentes da geografia portuguesa,
personagens não tão conhecidas da História de Portugal e objetos, produtos e
tradições originárias do país que influenciaram e, em alguns casos, conquistado
ao mundo. Uma viagem histórica, rigorosa, divertida e muito particular pela
História de Portugal e o seu legado para o resto do mundo....
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Pão saloio recheado no forno com queijo e bacon
Receita
para 2 pessoas
Grau
de dificuldade – fácil
Tempo
de confecção - 20 m
Ingredientes
- 1
bolinha tipo pão saloio
- 100
g queijo amanteigado Quinta da Aveleda
- maionese
Paladin q.b.
- 1
c. sopa de bacon aos cubos Beira - Lamego
- salsa
fresca q.b.
- 1
pitada de pimenta preta moída
Modo de Preparação
Corte
o queijo em pequenos cubos e deite-os numa tigela. Junte o bacon e maionese até
obter uma mistura cremosa. Tempere a gosto com pimenta preta moída na altura e
aromatize com salsa finamente cortada.
Abra
uma tampa ao pão e retire o miolo com cuidado para não romper o pão. Leve ao forno, a 180ºC, durante 5 minutos. Encha o
pão com o recheio. Leve ao forno pré-aquecido a 180 º C durante uns 10 minutos
ou até a superfície do creme estar alourada e o queijo derretido. Retire do forno
e sirva com tostas.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Crostini de queijo amanteigado e enchidos
Receita
para 2 pessoas
Grau
de dificuldade – fácil
Tempo
de confecção - 10 m
Ingredientes
- 4
fatias de pão tipo Mafra ou saloio
- queijo
amanteigado curado
- Copita
de porco preto + paio de porco preto Sabores de Barrancos
- orégãos
seco q.b.
- 1
dente de alho
Modo de Preparação
Corte
o dente de alho ao meio e esfregue as fatias de pão com o alho.
Pique
finamente algumas fatias de copita e de paio de porco preto finamente. Barre o
pão com o queijo amanteigado curado e de seguida polvilhe com os orégãos. Por
cima espalhe os enchidos.
Leve
ao grill do forno a tostar até o queijo derreter, o pão torra e os enchidos
alourarem. Corte o pão em pequenas fatias e sirva de imediato.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Quais as diferenças entre açúcar cristal, refinado, demerara e mascavo?
As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na
composição nutricional de cada tipo. A regra básica é a seguinte: quanto mais
escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do
estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos
químicos no último processo da fabricação, o refinamento, explicados mais adiante. Apesar desses aditivos deixarem o produto
com melhor aparência, eles também "roubam" a maioria dos nutrientes. Só para dar
um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85
miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346
miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado,
aquele tipo branco mais comum, encontramos, no máximo, 2 miligramas de cada
um desses nutrientes.
A matéria-prima do açúcar comum é a cana. Antes
de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação.
Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce.
Depois, começa a purificação,
em que o caldo é aquecido a 105 ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em
seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde
aparecem os cristais de açúcar que conhecemos. Por último, os tipos mais
brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe
tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto. O resultado final é
o açúcar em cristais, mas, se se moldar e comprimir os cristais com xarope de
açúcar, dá para fabricar açúcar em torrões.
Além da cana, há açúcar nas frutas
e no milho (a frutose) e no leite (a lactose). A beterraba é outra fonte de açúcar,
mas tem um processo de extracção diferente. Ela é popular na Europa: como cá não
há cana, a beterraba é a mais usada.
De confeiteiro
Tem cristais tão finos que mais parecem pó de talco. Excelente para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento
sofisticado, que inclui uma peneiragem para obter os minicristais e a adição de
amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio para evitar que os minicristais se
juntem novamente
Orgânico
É diferente de todos os outros tipos porque não ultiliza
ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção, do plantio à
industrialização. O açúcar orgânico é mais caro, mais grosso e mais escuro que
o refinado, mas tem o mesmo poder do adoçante
Light
Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes
artificiais, como a sacarina, que quadruplicam o
poder de adoçar. Um cafezito só precisa de 2 gramas de açúcar light para ficar doce, contra 6 gramas de açúcar comum. Por isso, que quem consome o açúcar
light ingere menos calorias
Líquido
É obtido pela dissolução do açúcar refinado em água. Usado
em bebidas gasosas, rebuçados e doces, o açúcar líquido não é vendido em
supermercados. Uma das vantagens é que ele não precisa ser guardado em sacos, em stock, diminuindo o risco de contaminação com poeira e microorganismos
Frutose
É o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de
nenhum aditivo, frutose é cerca de 30 mais doce que o açúcar comum, mas engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer.
Refinado
Também conhecido como açúcar branco, é o açúcar comum
nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o
produto branco e delicioso. O lado mau é que esse processo retira vitaminas e
sais mineirais, deixando apenas as "calorias vazias" (sem nutrientes)
Mascavo
É o açúcar bruto, escuro e húmido, extraído depois do
cozimento do caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de
refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais mineirais. Contudo o seu gosto,
bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a algumas pessoas
Cristal
É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de
serem dissolvidos em água. É também o açucar mais comum nos supermercados e na alimentação dos Portugueses. Depois do cozimento, ele passa apenas por um
refinamento leve, que retira "só" 90% dos sais mineirais. Por ser económico e render bastante, o açúcar cristal sempre aparece nas receitas de
bolos e doces
Demerara
Também usada no preparo de doces, esse açúcar de nome
estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não
recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são castanhos-claros e têm
valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.
domingo, 20 de dezembro de 2015
Aprenda a fazer 4 sumos para perder a barriga
Combinação de alimentos e chás tem efeito diurético, além de
ajudar a desinchar e a regular o intestino.
Sumos para reduzir a barriga
Qualquer ajuda é válida na hora de mandar embora os
pneuzinhos da barriga. Se ela vier de uma receita fácil de fazer e simples de
incluir no dia a dia, melhor ainda. O ingrediente certo na hora adequada pode
ser a diferença entre fechar ou não o botão da calça.
Para secar essa região do corpo, frutas com propriedades
antioxidantes e misturas que podem ajudar a reduzir a gordura corporal,
eliminar gases e facilitar o trânsito intestinal são as mais indicadas.
Diuréticos e reguladores do intestino
Suchá verde (mistura de chá verde com fruta)
Ingredientes:
2 colheres de sopa de chá verde (erva)
260 ml de água
1 chavena de água quente (fervida)
1 fatia de abacaxi
hortelã a gosto
Preparação:
Faça primeiro o chá verde. Ferva 260 ml de água. Desligue o
fogo, coloque as duas colheres de chá verde e tape a panela. Deixe arrefecer
por, aproximadamente, 15 minutos. Bata no liquidificador com o abacaxi e a
hortelã e sirva.
Suco de melão, hortelã e biomassa de banana verde
Ingredientes:
1 colher de sobremesa de biomassa de banana verde
100g de melão
3 folhas de hortelã
240ml de água filtrada
Preparação:
Biomassa de banana verde: lave uma unidade de banana verde e
coloque, com casca, em uma panela de pressão com água. Deixe cozinhar até
formar pressão. Após quinze minutos sob pressão, desligue o fogo e retire, com
cuidado, as bananas da panela. Amasse até ficar na consistência de uma massa.
Bata a colher de biomassa de banana verde, juntamente com o
melão picado, as folhas de hortelã e a água no liquidificador. Sirva.
Para desinchar a região abdominal
Suco de abacaxi com água de coco e chá de erva-cidreira
Ingredientes:
100g de abacaxi
140ml de água de coco
10g de erva-cidreira
Preparação:
Faça a infusão da erva-cidreira em 100ml de água fervida e
leve ao frigorifico. Depois que estiver gelado, coloque o chá, juntamente com o
abacaxi picado e a água de coco. Bata tudo e sirva.
Para acelerar o metabolismo
Suco de chá verde com limão e gengibre
Ingredientes:
200ml de infusão de chá verde
100ml de suco de limão
Raspas de gengibre
Preparação:
Coloque tudo no liquidificador e bata. Se quiser, pode
acrescentar 1 colher de sobremesa de açúcar mascavo. Sirva.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Testamento de D. Afonso II
O primeiro
exemplar do testamento foi guardado no Cartório da Mitra de Braga, de acordo
com uma prática da época em que a corte era itinerante e os reis, também por
isso, depositavam os seus testamentos e outros documentos importantes em
instituições eclesiásticas sólidas que asseguravam a necessária conservação e
salvaguarda dos diplomas.
O testamento de
D. Afonso II documenta a produção primitiva portuguesa e a tradição de escrita
veiculada pela Chancelaria Régia.
Transcrição do
Testamento de D. Afonso II
Testamento de D. Afonso II. 1214-06-27. Portugal,
Torre do Tombo, Mitra Arquiepiscopal de Braga, mç. 1, n.º 48
COSTA, Avelino de
Jesus - Os mais antigos documentos escritos em português: revisão de um
problema histórico-linguístico. In Estudos de cronologia, diplomática,
paleografia e histórico-linguísticos. Coimbra: Centro de História da Sociedade
e da Cultura da Universidade de Coimbra, [s.d.]. [Em linha]. [Conlt. 21 outubro
2013].
[1] En’o a nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia
de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temẽte o dia de mia morte, a
saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e
de me(us) uassalos e de toido meu reino fiz mia mãda p(er) q(eu) de-
[2] pos
mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas
aq(ue)las cousa q(eu) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia.
P(ri)meiram(en)te mãdo q(eu) meu filio infante don Sancho q(eu) ei da raina
dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz.
E ssi este for
[3] morto
sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino
entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue)
ouuermos agia'o. E ssi no tẽpo de mia morte meu filio ou mia filia q(ue) deuier
a reinar nõ ouuer reuora, segia en poder
[4] da raina sa madre e meu reino
segia en poder da raina e de me(us) uassalos atá q(uan)do agia reuora. E ssi eu
for morto, rogo o apostoligo b come padre e senior e beigio a t(er)ra ante seus
péés q(ue) el recebia en sa comẽda e so seu difindemẽto a raina e me(us) filios
e o reino.
E ssi eu
[5] e a raina formos mortos, rogoli e pregoli q(ue) os
me(us) filios e o reino segiã en sa comẽda. E mãdo da dezima dos morauidíís e
dos di[n]eiros q(ue) mi remaserũ de parte de meu padre q(ue) sũ en Alcobaza e
do outr´auer mouil q(ue) i posermos pora esta dezima q(ue) segia partido pelas
manus
[6] do arcebispo ele Bragáá e do arcebispo de Santiago e do bispo do
Portu e de Lixbona e de Coĩbria e de Uiseu e de Lamego e da Idania e d'Euora e
de Tui e do tesoureiro de Bragáá. E out(ro)ssi mãdo das dezimas das luctosas e
das armas e dout(ra)s dezimas q(eu) eu tenio apartadas en te-
[7] souros per
meu reino, q(ue) eles as departiã c asi como uirẽ por derecto. E mando q(ue) o
abade d'Alcobaza lis dê aq(ue)sta dezima q(ue) el ten ou teiuer e eles as
departiã segũdo De(us) como uirẽ por derecto. E mãdo q(ue) a raina dona Orraca
agia a meiadade de todas aq(ue)lias cousas mouils q(ue) eu ouuer
[8] à mia
morte, exetes aq(ue)stas dezimas q(ue) mãdo dar por mia alma e as out(ra)s
q(ue) tenio en uoontade por dar por mia alma e non’as uiier a dar. Et mãdo
q(ue) si a raina morrer en mia uida q(ue) de todo meu auer mouil agia ende a
meiadade. Da out(ra) meiadade solten ende p(ri)meiram(en)te
[9] todas mias
devidas e do q(ue) remaser fazam en[de] t(re)s partes e as duas partes agiã
me(us) filios e mias filias e departiãse ent(r’e)les igualm(en)te. Da
t(er)ceira o arcebispo de Bragáá e o arcebispo de Santiago e o bispo do Portu e
o de Lixbona e o de Coĩbria e o de Uiseu e o d’Eurora fazã desta
[10] guisa:
q(ue) u q(ue)r q(ue) eu moira q(ue)r en meu reino q(ue)r fora de meu regno
fazam aduzer meu corpo p(er) mias custas a Alcobaza. E mãdo q(ue) den a meu
senior o papa ĪĪ|Ī| m(o)r(auidiis) d a Alcobaza ĪĪ| m|r. por meu añiu(er)sario,
a Santa Maria de Rocamador ĪĪ| m|r. por meu añiu(er)sario
[11] a Santiago de
Galicia ĪĪ| CCC m|r. por meu añiu(er)sario, ao cabidóó da Séé da Idania mill(e)
m|r. por meu añiu(er)sario, ao moesteiro de San Gurge e D m|r. por meu añiu(er)sario,
ao moesteiro de San Uicẽte de Lixbona D m|r. por meu añiu(er)sario, aos
caonigos de Tui mill(e)
[12] m|r. por meu añiu(er)sario. E rogo q(ue) cada un
destes añiu(er)sarios fazam sẽp(re) no dia de mia morte e fazam t(re)s
comemorazones en t(re)s partes do ano e cada dia fazam cantar una missa por mia
alma por sẽpre. E ssi eu en mia uida der estes añiu(er)sarios, mãdo q(ue) orem
por mi co-
[13] me por uiuo atá en mia morte e depos mia morte fazam estes
añiu(er)sarios e estas comemorazones assi como suso é nomeado, assi como fazem
en’ os out(ro)s logares u iá dei meus añiu(er)sarios. E mãdo q(ue) den ao
maestre e aos freires d'Euora D m|r. por mia alma, ao comen-
[14] dador e aos
freires de Palmela D m|r. por mia alma. E mãdo q(ue) o q(ue) eu der daq(ue)sta
mãda en mia vida q(ue) non’o busque nenguu depos mia morte. E o q(ue) remaser
daq(ue)sta mia t(er)cia mãdo q(ue) segia partido igualmẽte en cinq(ue) partes
das quaes una den a Alcobaza u
[15] mando geitar meu corpo. A out(ra) ao
moesteiro de Santa Cruz, a t(er)ceira aos Tẽpleiros, a q(ua)rta aos
Espitaleiros, a q(ui)nta den por mia alma o arcebispo de Bragáá e o arcebispo
de Santiago e os cinque bispos q(ue) suso nomeamos segũdo Deus. E den ende aos
oméés d’ordin
[16] de mia casa e aos leigos q(ue) eu nõ galardoei seu servizo
assi com’eles uirem por guisado. E as out(ra)s duas partes de toda mia meiadade
segiã departidas igualm(en)te ent(re) f me(us) filios e mias filias q(ue) ouuer
da raina dona Orraca assi como suso é dito. E mãdo q(ue) aq(ue)ste auer
[17]
dos me(us) filios q(ue) o teniã aq(ue)stes dous arcebispos cũ aq(ue)stes
cinq(ue) bispos atá q(uan)do agiã reuora. E a dia de mia morte se alguus de
me(us) filios ouuerẽ reuora, agiã seu auer. E dos q(ue) reuora nõ ouuerẽmãdo
q(ue) lis teniã seu auer atá q(uan)do agiã reuora. E mãdo q(ue) q(ue)n q(ue)r
que
[18] tenia meu tesouro ou me(us) tesouros a dia de mia morte q(ue) os dê a
departir aq(ue)stes dous arcebispos e aq(ue)stes cinq(ue) bispos, assi como
suso é nomeado. E mãdo ainda q(ue) se s'asunar todos nõ poderem ou nõ q(ui)serẽ
ou descordia for ent(r’a)q(ue)stes a q(ue) eu mãdo departir aq(ue)estas dezimas
[19] suso nomeadas, ualia aq(ui)lo q(ue) mãdarẽ os chus muitos p(er) nõbro.
Out(ro)ssi mãdo daq(ue)les q(ue) mia mãda an a departir ou todas aq(ue)lias
cousas q(ue) suso sũ nomeadas q(ue) si todos nõ se poderẽ assunar ou nõ
q(ui)serem ou descordia for ent(r’e)les ualia aq(ui)lo q(ue) mãdarẽ os chus
muitos p(er)
[20] nõbro. Mando ainda q(ue) a raina e meu filio ou mia filia
q(ue) no meu logar ouuer a reinar se à mia morte ouuer reuora e meus uassalos e
o abade d’Alcobaza sen demorancia e sen (con)t(ra)dita lis den toda mia
meiadade e todas as dezimas e as out(ra)s cousas suso nomeadas
[21] e eles as
departiã assi como suso é nomeado. E ssi à mia morte meu filio ou mia filia
q(ue) no meu logar ouuer a reinar nõ ouuer reuora, mãdo empero q(ue) aq(ue)stes
arcebispose aq(ue)stes bispos departiã todas aq(ue)stas dezimas e todas
aq(ue)stas out(ra)s cousas assi como suso é no-
[22] meado. E a raina e me(us)
uassalos e o abade seu demorãcia e sen (con)t(ra)dita lis den toda mia meiadade
e todas as dezimas e as out(ra)s cousas q(ue) teiuerẽ, assi como suso é dito. E
ssi dar nõ li as q(ui)serem, rogo [o]s e arcebispos e os bispos com’eu en eles
(con)fio q(ue) eles o demãdem pe-
[23] lo apostoligo e p(er) si. E rogo e prego
meu senior o apostoligo e beigio a t(er)ra ante seus péés q(ue) pela sa santa
piadade faza aq(ue)sta mia mãda séér (con)p(ri)da e aguardada, q(ue) nenguu nõ
agia poder de uinir (con)t(ra) ela. E ssi a dia de morte meu filio ou mia filia
q(ue) no
[24] meu logar ouuer a reinar nõ ouuer reuora, mãdo aq(ue)les
caualeiros q(ue) os castelos téén de mi en’ as t(er)ras q(ue) de mi téém os
me(us) riquos oméés q(ue) os den a esses meus riq(uo)s oméés q(ue) essas
t(er)ras teiuerẽ. E os meus riquos oméés den'os a meu filio ou a mia filia
q(ue) no
[25] meu logar ouuer a reinar q(uan)do ouuer reuora, assi como os
dariã a mi. E mandei fazer treze cartas cũ aq(ues)ta tal una come outra, q(ue)
p(er) elas toda mia mãda segia (com)p(ri)da, das quaes ten una o arcebispo d(e)
Bragaa, a out(ra) o arcebispo de Santiago, a t(er)ceira o arcebispo
[26] de
Toledo, a q(ua)rta o bispo do Portu, a q(ui)nta o de Lixbona, a sexta o de
Coĩb(r)ia, a septima o d'Evora, a octaua o de Uiseu, a nouea o maestre do Tẽplo,
a dezima o p(r)ior do Espital, a undezima o p(r)ior de Santa Cruz, a duodecima
o abade d'Alcobaza, a t(er)cia dezima facer g guarda[r] en
[27] mia reposte. E
forũ feitas en Coinbria IIII. or dias por andar de junio, E(r)a M.ª CC.ª Lª
II.ª
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
O drama dos Távora
O nome Távora ainda hoje é sinónimo de drama, crime e
intriga. Ao contrário dos planos do marquês de Pombal, a família não foi
extinta e hoje existem centenas de Távoras em Portugal.
Estava uma manhã fria, enevoada, e em Belém, à beira-Tejo, o
vento frio não afastava os mirones que queriam assistir à execução sumária da
família mais poderosa do país. Eram 9.00 da manhã quando subiu ao cadafalso D.
Leonor, marquesa de Távora. Era uma mulher snobe e fria de feitio irascível e
com manias de superioridade. Antes de se entregar às mãos do seu carrasco,
disse alto e bom som: "Deus permita que saibam todos morrer como quem
são." E foi imediatamente decepada num só golpe. Seguiram-se José Maria
Távora, conde de Atouguia, e Luís Bernardo de Távora, cuja mulher era amante do
rei. Depois, o marquês suplicou clemência, mas mesmo assim partiram-lhe as
pernas e os braços e terminaram-lhe o sofrimento com um garrote.
Às quatro da tarde, não restava um Távora vivo em Belém.
Para terminar, os seus corpos foram cobertos de alcatrão e queimados. Nesse dia
13 de Janeiro de 1759, o nome Távora era tão malvisto que o chão por baixo do
cadafalso onde morreram foi salgado para que ali nada nascesse, nem sequer uma
erva daninha. Os seus bens foram "nacionalizados" pelo reino.
Para assegurar a extinção total dos Távoras, os mais novos,
que escaparam à morte, foram encarcerados nos conventos de Chelas e Rilhafoles.
A origem dos Távoras é tão antiga como a nacionalidade.
Todos os marqueses de Távora são descendentes de Afonso Henriques e alguns
genealogistas asseguram que o nome descende de Ramiro II, filho do rei de Leão.
Fizeram ao longo dos séculos alianças poderosas e casamentos
de interesse que lhes asseguraram um lugar permanente no topo da hierarquia
social portuguesa e uma proximidade especial com os monarcas. Valeu-lhes uma
política restritiva de casamentos entre alta nobreza com o objectivo de
assegurar a chamada "limpeza do sangue".
"Eram gente soberba e altiva habituada a viver com
aparato e ostentação. A marquesa, herdeira do título, que casara com um primo,
também Távora, para manter a varonia, era uma linda mulher mas juntava à
arrogância um feitio quezilento e colérico", escreveu José Norton no livro
O Último Távora.
Poderosos e convencidos - a divisa que rodeava as armas da
família dizia: "Para nós não existem obstáculos" -, os Távoras
alimentaram ódios e invejas sem medo das repercussões dos seus actos. Os que de
fora do exíguo círculo familiar a ele se juntavam por força de casamento
queixavam-se da petulância do clã. D. João de Alorna, casado com uma das filhas
dos marqueses de Távora, descreveu várias vezes a arrogância dos sogros.
"Aqueles senhores têm o prejuízo de que basta o simples nome Távora para
se fazerem formidáveis em matéria de reputação e valor", escreveu num
ataque de cólera durante o ano inteiro em que esteve de relações cortadas com a
marquesa.
No séc. XVIII, Portugal assistiu simultaneamente à
ascendência máxima do clã mas também à sua queda mais violenta.
De regresso a Portugal, após uma temporada como vice-rei da
Índia, o marquês de Távora apresentou-se no paço. O rei recebeu-o friamente sem
a corte por perto para lhe dar as boas-vindas. Foi o primeiro sinal de que as
coisas tinham mudado. Na altura, em Lisboa, o tema quente dos serões era a
relação íntima entre o rei e a nora dos marqueses.
O marido traído, Luís Bernardo Távora, quis repudiar a
mulher, mas o rei não permitiu que a sua amante favorita fosse humilhada
publicamente. Começaram os insultos e as ofensas e aos poucos nasceu um ódio de
morte entre o monarca e o clã. Acresceu a aversão que Sebastião José de
Carvalho e Melo (marquês de Pombal) nutria pela alta nobreza, em especial pelos
Távoras. O drama culminou em Setembro de 1758, quando o rei, regressado de mais
uma escapadela com uma amante, levou um tiro no ombro. Os Távoras foram presos,
torturados e acusados de regicídio.
Depois das execuções sumárias, os filhos de Mariana Távora e
do 11.º conde de Atouguia e netos dos marqueses de Távora foram recuperados por
D. João VI, em 1800. Hoje, existem centenas de Távoras em Portugal, mas o poder
que exerceram ao longo de mais de 300 anos nunca mais recuperaram.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Marquês de Pombal e os Távora
Decorria o ano de 1758 e Portugal era palco de um vasto
conjunto de reformas com o objectivo de sair da miséria na qual mergulhou devido
à diminuição das remessas de ouro recebidas do Brasil.
Debaixo deste cenário, e face às novas políticas
mercantilistas que surgiram do pensamento iluminista que ignoram a estrutura
nobiliárquica privilegiando uma lógica de poder economicista, a nobreza
portuguesa ficou bastante descontente com o governo do rei D. José.
Uma das grandes famílias da alta nobreza que estava contra
estas mudanças era a família Távora.
Esta família era possuidora de uma enorme fortuna e da sua
história constavam vários serviços prestados aos diversos reis de Portugal ao
longo dos séculos.
Em Setembro de 1758, D. Francisco de Távora tinha acabado de
regressar da Índia, onde tinha sido vice-rei, e assumiu-se como o porta-voz da
discórdia dos nobres e da oposição política às reformas do primeiro-ministro,
Sebastião José Carvalho e Melo, hoje conhecido como Marquês do Pombal.
Por isso, Sebastião José odiava a família dos Távoras.
O problema é que, com este ambiente conflituoso, tornava-se
complicado para D. José visitar a sua amante, Mariana Teresa de Távora, nora
dos marqueses velhos.
Mas um dos confidentes de D. José, de seu nome Pedro
Teixeira, aconselhou-o a viajar na sua própria carruagem e assim poderia
visitar a sua amante sem que ninguém soubesse, visto que a carruagem real dava
muito nas vistas. D. José aceitou imediatamente a ideia e nessa mesma noite foi
visitar Mariana de Távora.
![]() |
| D. Leonor Tomásia de Távora |
Mas, quando D. José regressava a casa, foi vítima de um
atentado que provocou graves ferimentos, tanto a si próprio como ao cocheiro.
O rei D. José não sabia que o seu amigo, Pedro Teixeira,
tinha criado problemas, relacionados com mulheres, com o Duque de Aveiro. Mas,
o primeiro-ministro, Sebastião José, que sabia disso, imediatamente proibiu
Pedro Teixeira de contar ao rei que havia a possibilidade de o atentado ser
contra ele e não contra o rei, percebendo que tinha aí a oportunidade de se
livrar de uma vez dos Távoras, dos Aveiros e dos Atouguias, que constantemente
lhe faziam frente.
O primeiro-ministro faz então questão de tomar as rédeas da
investigação, colocando-a nas mãos de um juiz da sua confiança. Depois, ele
consegue que o rei assine um decreto em que promete subir o grau de nobreza de
quem der informações confiáveis de quem foi o autor do atentado.
Após isso,
surgem informações que dizem que o atentado teve a autoria dos Távoras com a
ajuda dos Aveiros e dos Atouguias.
Depois disso, debaixo de tortura, Sebastião José consegue
retirar da boca de duas supostas testemunhas a versão da história que ele
queria ouvir, de modo que, daí até à condenação à morte tudo ocorreu num ápice.
No total foram condenadas à morte, por corte de cabeça, 18
pessoas. Aos restantes familiares e criados foi dada como pena a sua mutilação
até à morte.
A mutilação envolveu a quebra de ossos das pernas e dos
braços e finalmente o esmagamento do tórax. Depois os corpos seriam todos
queimados.
A execução ocorreu em Belém, que na altura era apenas uma
pequena aldeia piscatória nas margens do Tejo. Este foi o maior massacre
ocorrido em Portugal.
O rei e principalmente o primeiro-ministro obrigaram todas
as figuras da alta nobreza a estarem presentes neste massacre para que se
acalmassem e não caíssem também no erro de se impor contra as suas políticas.
Segundo o que se diz, as chamas da fogueira em que todos os
corpos foram queimados eram tão altas que era possível avistá-las desde os
morros de Almada.
Diz-se também que o cheiro a carne queimada inundou Lisboa que
se encontrava destruída pelo terramoto e pelas doenças que se abateram sobre os
lisboetas.
Ainda hoje, esses acontecimentos macabros fazem parte das
memórias de um povo, naquele que ficou conhecido como o Processo dos Távoras.
É caricato pensarmos que, apenas cem anos depois, Portugal
tornava-se no primeiro país europeu a abolir a pena de morte.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Marquês de Pombal
Sebastião José Carvalho e Melo, filho de Manuel de Carvalho
e Ataíde e Tereza Luiza de Mendonça e Mello, conhecido como Marquês de Pombal,
nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1699, foi um político português e
verdadeiro dirigente do país, durante o reinado de José I. Estudou na
universidade de Coimbra. Em 1738, foi nomeado embaixador em Londres e, cinco
anos mais tarde, embaixador de Viena, cargo que ocupou até o ano de 1748.
Em 1750, o rei José I, tendo notado o grande talento do
embaixador, o nomeou secretário de Estado (ministro) para assuntos exteriores.
Quando um terremoto devastador assolou Lisboa, no dia 1 de Novembro de 1755,
Pombal organizou as forças de auxílio e planeou a sua reconstrução. Naquele
mesmo ano, foi nomeado ministro principal e, a partir de então, os seus poderes
foram quase absolutos, desenvolvendo um programa político de acordo com os
princípios do iluminismo. Na medida em que os poderes do futuro marquês
aumentavam, crescia também o número de seus inimigos.
Foi o principal responsável pela abolição da escravidão em
Portugal, reorganizou o sistema de educação, melhorou as relações com a Espanha
e publicou um novo código penal. Além de fortalecer a marinha portuguesa e
reorganizar o exército, também como aplicação dos princípios do mercantilismo,
introduziu novos colonos nos assentamentos portugueses, fundou a Companhia das
Índias Orientais e outras companhias para negociar com o Brasil.
A agricultura,
o comércio e as finanças melhoraram. Contudo, as suas reformas, todas elas
emolduradas dentro do conhecido despotismo iluminista, enfrentaram uma grande
oposição, especialmente dos jesuítas e da aristocracia.
Em 1758, a vida do rei sofreu um atentado, e desta forma,
Pombal conseguiu implicar os jesuítas e os nobres. Alguns destes últimos foram
torturados até a morte (outros foram executados depois de um breve julgamento,
foi o caso da família Távora e do duque de Aveiro). O envolvimento da Companhia
de Jesus na Guerra Guaranítica (Rio Grande do Sul Brasil) levou Pombal a
expulsar os jesuítas de Portugal e do Brasil em 1759. Em 1770, o rei concedeu-lhe
o título de marquês.
O poder do marquês de Pombal acabou quando, em 1777, o rei
José I faleceu. Já no reinado de D Maria I (a Pia), foi acusado e declarado culpado de abuso de poder. Expulso da
corte, o marquês foi morar na sua propriedade rural, local onde faleceu no dia
8 de maio de 1782.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Evolução da Bandeira Portuguesa
D. Afonso Henriques (1143-1185)
Segundo a tradição, durante as primeiras lutas pela Independência de Portugal, D. Afonso Henriques teria usado um escudo branco com uma cruz azul, a exemplo de seu pai, o Conde D. Henrique, cujas armas eram simbolizadas pela cruz em campo de prata.
D. Sancho I (1185-1211),
D. Afonso II (1211-1223),
D. Sancho II (1223-1248)
D. Afonso II (1211-1223),
D. Sancho II (1223-1248)
Nesta época, as armas reais eram representadas por cinco escudetes de azul em campo de prata, dispostos em cruz, os dos flancos deitados e apontados ao centro. Cada escudete era semeado com um número elevado e indeterminado de besantes de prata. Sobre a origem e simbolismo destes escudetes existem muitas teorias: as duas mais conhecidas, os escudetes aludem às cinco feridas recebidas por D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique ou às cinco chagas de Cristo.
D. Afonso III (1248-1279),
D. Dinis (1279-1325),
D. Afonso IV (1325-1357),
D. Pedro (1357-1367),
D. Fernando (1367-1383)
D. Dinis (1279-1325),
D. Afonso IV (1325-1357),
D. Pedro (1357-1367),
D. Fernando (1367-1383)
Com D. Afonso III as armas do reino receberam uma bordadura de vermelho, semeada com um número indeterminado de castelos de ouro, escolhida em lembrança do avô, D. Afonso III de Castela. A tendência de fixação de números, frequente em heráldica, levou a uma estabilização do número de besantes dos escudetes em cinco, dispostos dois, um, dois.
D. João I (1385-1432),
D. Duarte (1433-1438),
D. Afonso V (1438-1481)
D. Duarte (1433-1438),
D. Afonso V (1438-1481)
As armas reais, durante este período, eram de prata, com cinco escudetes de azul dispostos em cruz, os dos flancos deitados e apontados ao do centro. O semeado de besantes no escudo fixou-se definitivamente no número de cinco, dispostos em aspa. É desta época que se conhecem as primeiras referências designando os escudetes por «quinas». Tinha também uma bordadura de vermelho semeado de castelos de ouro e sobre ela as pontas da cruz verde floretada da Ordem de Avis.
D. João II (1481-1495)
D. João II mandou que fossem retirados das armas reais os remares de flor-de-lis e que se colocassem verticalmente as quinas laterais no escudo. A bordadura de vermelho manteve-se semeada de castelos de ouro, embora a tendência do seu número fosse de sete ou oito nas bandeiras usadas na época.
D. Manuel I (1495-1521),
D. João III (1521-1557)
D. João III (1521-1557)
No reinado de D. Manuel I, as armas reais foram fixadas em fundo branco.
D. Sebastião (1557-1578),
D. Henrique (1578-1580),
Filipe I (1580-1598),
Filipe II (1598-1621,
Filipe III (1621-1640)
D. Henrique (1578-1580),
Filipe I (1580-1598),
Filipe II (1598-1621,
Filipe III (1621-1640)
No final do reinado de D. Sebastião a coroa que figurava sobre o escudo foi substituída por uma coroa real fechada. Nas bandeiras desta época figuravam inicialmente coroas fechadas dispondo de um ou de três arcos à vista. Mais tarde passaram a ter os cinco arcos à vista, os quais se conservavam até ao fim da monarquia. O aparecimento da coroa fechada relacionava-se com o reforço de autoridade do poder real. Durante a Dinastia Filipina (que governava também a Monarquia Espanhola), o escudo português não sofreu alteração, uma vez que as armas das duas monarquias se mantiveram sempre separadas.
D. João IV (1640-1656),
D. Afonso VI (1656-1683),
D. Pedro II (1683-1706),
D. João V (1706-1750),
D. José (1750-1777),
D. Maria I (1777-1816),
D. Pedro IV (1826),
Regências (1826-1828),
D. Miguel I (1828-1834)
D. João IV (1640-1656),
D. Afonso VI (1656-1683),
D. Pedro II (1683-1706),
D. João V (1706-1750),
D. José (1750-1777),
D. Maria I (1777-1816),
D. Pedro IV (1826),
Regências (1826-1828),
D. Miguel I (1828-1834)
Na aclamação de D. João IV, a bandeira branca com o escudo nacional, encimado pela coroa real fechada com os cinco arcos em vista, constituiu o símbolo da Restauração. Embora neste período a bandeira não tenha sofrido alterações significativas, no reinado de D. João V, o escudo foi modificado com uma fantasia ao gosto da época, terminando o bordo inferior em bico de arco contracurvado e a coroa passou a conter um barrete vermelho ou púrpura.
D. João VI (1816-1826)
No reinado de D. João VI foi colocada por detrás do escudo uma esfera armilar de ouro em campo azul, simbolizando o reino do Brasil, e sobre ela figurava uma coroa real fechada. Após a morte do Rei a esfera armilar foi retirada das armas, remetendo-se o símbolo real à expressão anterior, em que algumas das versões usaram um escudo elítico, com o eixo maior na vertical.
D. Maria II (1834-1853),
Regência (1853-1855),
D. Pedro V (1855-1861),
D. Luís (1861-1889),
D. Carlos (1889-1908),
D. Manuel II (1908-1910)
Regência (1853-1855),
D. Pedro V (1855-1861),
D. Luís (1861-1889),
D. Carlos (1889-1908),
D. Manuel II (1908-1910)
O decreto da Regência em nome de D. Maria II, de 18 de outubro de 1830, determinou que a Bandeira Nacional passasse a ser bipartida verticalmente em branco e azul, ficando o azul junto da haste e as Armas Reais colocadas no centro, assentando metade sobre cada uma das cores.
Regime Republicano (desde 1910)
Após a instauração do regime republicano, a Bandeira Nacional passou a ser bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentado sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Receitas de pipoca diferentes
Receita de pipocas com manteiga e
parmesão
Ingredientes:
- 1/2 chávena de milho para pipoca ou 1 pacote de pipocas para microondas sem sabor
- 3 colheres de sopa de manteiga sem sal
- 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
- sal a gosto
Modo de preparação:
Faça as pipocas como de costume e coloque-as numa tigela. Numa panela, derreta a manteiga até que ela comece a espumar. Retire do fogo e regue as pipocas com esse preparado. Salpique com o queijo parmesão ralado e o sal. Misture tudo e as suas pipocas estão prontas.
Receita de pipoca com manteiga de amendoim
Ingredientes:
- 2 pacotes de pipocas de microondas sem sabor
- 1/2 xícara de margarina
- 3/4 xícara de açúcar mascavo
- 1/4 xícara de manteiga de amemdoim
- 20 marshmallows
Modo de preparação:
Despeje as pipocas prontas numa tigela grande. Numa panela, misture a margarina, o açúcar mascavo e marshmallows. Leve ao fogo baixo e vá mexendo até a mistura derreter. Misture a manteiga de amendoim.
Despeje a mistura derretida sobre as pipocas e mexa rapidamente para revestir o milho antes que arrefeça. Experimente também a receita tradicional de pipoca doce.
Receita de pipoca de festa
Ingredientes:
- 2 xícaras de milho para pipoca
- 1 pitada de sal
- 400 gramas de chocolate branco
ou chocolate ao leite derretido (dica: você também pode misturar achocolatado
sabor morango)
- chocolate granulado e confeites
coloridos
Modo de preparação:
Faça as pipocas como de costume e
deite-lhe uma pitada de sal. Numa travessa de vidro misture delicadamente a
pipoca com o chocolate derretido. Salpique com chocolate granulado ou confeites
coloridos. Sirva em potinhos individuais. Outra ideia é fazer as pipocas com
marshmallow.
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